Quando tudo te exige, a escuta pode ser um abrigo
- Valdimar Souza

- 4 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de jul. de 2025
Por Valdimar Souza | Psicólogo | CRP-09/21628
Vivemos tempos em que é difícil simplesmente ser. A todo momento, o mundo nos cobra respostas rápidas, mudanças urgentes, posturas firmes — mesmo quando tudo dentro de nós está em processo. É como se houvesse uma pressa para curar, um medo do silêncio, uma dificuldade de acolher o que ainda não está resolvido.

É nesse cenário que escolhi minha forma de cuidar.
Atuo com a Abordagem Centrada na Pessoa, uma forma de estar com o outro que não parte da pressa por respostas, mas do compromisso com a presença.
Não ofereço fórmulas prontas, técnicas mirabolantes ou soluções enlatadas. Ofereço um espaço — real, ético e respeitoso — para que a pessoa possa se escutar com mais verdade. Para poder descobrir (ou redescobrir) o que já mora dentro dela, mesmo que encoberto pelo cansaço, pelas dúvidas ou pela dor.
A ACP nasceu com Carl Rogers, psicólogo norte-americano que ousou confiar no ser humano. Ele acreditava que, em condições adequadas de empatia, aceitação incondicional e autenticidade, cada pessoa é capaz de encontrar seus próprios caminhos. E, sinceramente, isso continua sendo revolucionário até hoje.
Porque, mesmo com toda a tecnologia, com todo o acesso à informação e às terapias mais modernas, ainda carecemos de algo muito antigo: uma escuta que não julga. Uma presença que não dirige. Um vínculo que respeita.
Na prática clínica, isso quer dizer que:
– Eu não me coloco como alguém que sabe mais sobre você do que você mesmo.
– Eu não forço interpretações nem apresso seu processo.
– Eu sustento o espaço para que você sinta, questione, fale, hesite — no seu tempo.
E não é raro, aliás, que as maiores transformações comecem no silêncio. Aquele momento em que a pessoa, pela primeira vez, percebe que não precisa se explicar o tempo todo. Que não precisa performar, agradar ou sustentar o que já está pesado demais.
É um tipo de cuidado que pode parecer simples — mas é justamente aí que ele se torna potente. Porque o simples, quando é humano, transforma.
Em tempos de ruído, oferecer escuta é um ato de resistência. Em tempos de pressa, respeitar o tempo do outro é uma forma de amor ético. E em tempos de tantas soluções rápidas, construir vínculos profundos é um caminho de coragem.
Se você está em uma travessia difícil — ou mesmo se só sente que precisa de um espaço onde possa existir com mais verdade — saiba que a escuta já começou. E, aqui, você será bem-vindo.
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Você pode me acompanhar por aqui ou entrar em contato para agendar sua primeira sessão.
Minha prática clínica é pautada na ética, na escuta humanizada e na confiança no potencial de cada pessoa florescer no seu tempo.


Parabéns Valdimar!
Sucesso em sua jornada!
Excelente artigo! Muito pertinente para os dias atuais. Parabéns, Valdimar!